A cultura na zona ribeirinha
Ao longo da zona ribeirinha podemos encontrar vários pontos de interesse cultural e histórico para visitar. Na zona de Belém estão instalados alguns dos mais belos e emblemáticos monumentos nacionais que nos reportam ao início da expansão marítima portuguesa, com as suas edificações quinhentistas, como é disso exemplo a
Torre de Belém. O
Padrão dos Descobrimentos,
o qual se encontra sob a responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, homenageia os descobridores Infante D. Henrique e Vasco da Gama.
Entre a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos poderá visitar o
Museu de Arte Popular, que à data se encontra encerrado para obras de remodelação. Este Museu, sob a responsabilidade do Instituto Português de Museus e inaugurado em 1948, baseia-se na recolha de peças para a Exposição de Arte Popular Portuguesa, apresentada em 1935 em Genebra.
Caminhando para montante, encontra o
Museu de Electricidade junto à Estação Fluvial de Belém, o qual se encontra sob a responsabilidade da Fundação EDP. Este Museu reabriu recentemente ao público, após ter sido alvo de obras de restauro ao nível da edificação e da maquinaria de que é dotado.
Junto à Doca de Santo Amaro, são bem visíveis as
Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde d’Óbidos, edifícios emblemáticos dos anos 40, projectados pelo arquitecto Pardal Monteiro, com as suas varandas sobre o Tejo e os seus salões onde os frescos do pintor Almada Negreiros retratam a epopeia marítima. Estes edifícios constituem um pólo de atracção para a concretização de variados eventos.
Nas imediações da Doca de Alcântara, no edifício Pedro Álvares Cabral, ainda em fase de obras, será instalado o futuro “
Museu do Oriente”. Este museu surge da vontade da Fundação do Oriente, entidade responsável pela gestão do edifício, de dispor de um espaço museológico moderno e dinâmico, destinado à conservação dos testemunhos materiais da presença portuguesa no oriente.
O edifício onde vai ser instalado o museu começou a ser construído em 1939 e foi projectado pelo arquitecto João Simões, tendo sido usado como armazém de bacalhau pela Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau.
Ao longo da margem norte encontram-se ainda várias
fortificações sitas no concelho de Oeiras, designadamente o Forte de S. Julião da Barra, mais a jusante, o Forte de Catalazete, do Areeiro ou Santo Amaro, de São Julião das Maias, da Giribita e de São Bruno, mais a montante, tendo estes sido alvo de intervenção de recuperação há alguns anos.
Na margem sul, e sob a égide da Câmara Municipal do Seixal, pode-se visitar o Ecomuseu Municipal do Seixal - Núcleo
Moinho de Maré de Corroios. Os moinhos de maré constituem ao longo da Margem sul um dos equipamentos mais emblemáticos daquelas zonas ribeirinhas.